escrever um poema em Maputo reencontrar as asas a ponte que nunca atravessei o amor suspenso margem que desconheço voltar ao verso e ao por do sol canto de pássaro desconhecido a corrente na mesma direção resiste sonhar em Maputo a cama canoa que não sai do cais beber em Maputo sorriso pontão que se apaga e a paz onde quero morrer pescoço de pavão bico de corvo fecho os olhos para não renascer nem luz nem poema nemaputo


